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O que é Big Data e como isso pode melhorar sua vida

Para começar, fiz uma lista de experiências negativas que tive com marcas nos últimos meses. Talvez algumas delas já tenham acontecido com você também:

  • Preenchi um formulário de “Fale Conosco” de um site para fazer uma reclamação. Quando o call-center da empresa me ligou para resolver meu problema, tive que explicar novamente o ocorrido, desde o começo, mesmo já tendo informado tudo no site.

  • Recebi em casa um encarte oferecendo internet banda larga, da empresa da qual eu JÁ contrato banda larga.

  • Quando fui agendar a revisão do carro (na mesma concessionária onde eu o comprei), gastei os primeiros cinco minutos da ligação informando (e soletrando) novamente meu nome, sobrenome, CPF, endereço, dados do veículo e time de futebol.

Algumas dessas experiências nem foram tão traumáticas assim. Mas pensar que essas três empresas coletam meus dados já há alguns anos e que mesmo assim elas não fazem nada para evitar que esses pequenos contratempos aconteçam é um pouco frustrante.

A parte boa é que o oposto também acontece.

Ponto e vírgula.

O Big Data é a reunião e o cruzamento de uma quantidade inimaginável de dados digitais, que aumenta a possibilidade de ganhos com o uso dessas informações.

Em uma época onde quase tudo que fazemos passa em algum momento por um computador, as empresas começam a enxergar essa avalanche de dados com outros olhos. Quando você passa a identificar padrões dentro desses dados, você consegue tirar conclusões que vão além do óbvio.

“Imagine que você esteja pensando em comprar um computador novo, por exemplo. Você começa reclamando da lentidão de sua máquina no Twitter, visita vários sites de informática com dicas sobre um PC ideal e até fuça algumas lojas online em busca de preços. Dias depois, uma empresa que tenha cruzado todas essas informações via Big Data, notando a alta probabilidade de você comprar um eletrônico novo, pode enviar um email a você com produtos a preços tentadores. Mágico, não?”

O problema é que esses dados vêm de lugares diferentes: das buscas que você faz no Google, do histórico de navegação do seu browser, da sua ficha no plano de saúde, das câmeras de segurança espalhadas pela cidade, do Facebook e de outras redes sociais, da geolocalização do seu celular – e de muitas outras fontes.

E essa informação pertence a empresas diferentes.

2012 é o ano em que essas empresas estão tentando entrar em um acordo sobre a melhor forma de fazer a informação circular.

Outro exemplo, pensando um pouco mais além: uma seguradora seria capaz de avaliar o nível de risco da rotina de uma pessoa se tivesse acesso aos posts que essa pessoa faz no Facebook, aos lugares em que ela faz check-in e à quantidade de vezes em que a palavra “ressaca” aparece em sua timeline.

http://vimeo.com/35165071

Mas esses ainda são exemplos pequenos, de experiências pessoais, um pra um.

Quer ver como o cruzamento de dados que vêm de diferentes lugares pode tomar proporções gigantescas?

  • Quando uma pessoa começa a sentir os sintomas de uma doença, ela possivelmente buscará no Google algo relacionado ao problema. Quando milhares de pessoas começam a buscar sobre a mesma doença em uma mesma região geográfica, existe a possibilidade de que uma epidemia esteja próxima de acontecer. Analisando a quantidade de buscas feitas em determinada cidade, por exemplo, é possível prever e até antecipar o acontecimento de epidemias.

  • Uma rede de supermercados já é capaz de monitorar em tempo real o estoque de mercadorias em cada uma de suas lojas. Ao cruzar essa informação com a geolocalização dos caminhões que entregam novas mercadorias às lojas, é possível resolver problemas de falta de estoque antes mesmo que ela aconteça. Ou ainda, cruzando essas informações com dados meteorológicos de cada região, é possível entender por que as vendas de água mineral aumentam ou diminuem em cada época do ano – e se preparar melhor para o ano seguinte.

  • As câmeras de segurança espalhadas pelas grandes cidades são capazes de monitorar o fluxo de pessoas e veículos em cada quarteirão. Com o Big Data (uma análise inteligente dessas informações) é possível entender os padrões de comportamento que antecedem assaltos e outros crimes e chamar a polícia antes mesmo que o delito seja cometido.

Repare na legenda que aparece no primeiro minuto desse vídeo aí em cima: “Data is the new oil”.

Em reportagem do jornal O Globo, o executivo de operações da EMC, Pat Gelsinger, afirmou que o mercado global de Big Data já movimenta US$ 70 bilhões por ano, e a tendência é que tenha um crescimento de quase 40% até 2015. (fonte)

A Amazon recentemente anunciou o lançamento de um serviço de banco de dados que oferece melhor escalabilidade para aplicações que geram muitos dados. (fonte)

A mesma Amazon que, quando te telefona para resolver seu problema, já tem em mãos todos os seus dados, já sabe de todas as últimas compras que você efetuou e já conhece exatamente do que se trata o problema que você informou no site.

Para você que trabalha para marcas: o “Big Data” pode ajudar empresas a enxergarem padrões que antes não eram visíveis e encontrar oportunidades onde antes não havia. Mas além disso, pode influenciar a experiência que uma pessoa tem com uma marca e evitar frustrações como aquelas que eu citei no início do post. Experiências melhores, clientes mais fiéis.

Fazer com que os atendentes de um call-center tenham em mãos dados mais ricos sobre o consumidor pode parecer simples, mas ainda é tratado com baixa prioridade na grande maioria das empresas.

Nas outras, essa é a nova corrida do ouro.

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